quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Andorinha


" Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para atrás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: 'Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?' Os abutres bradaram: ' Utópica! Veja se enxerga sua pequenez!' Por onde a frágil andorinha passava era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.

Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: ' Maluca! Está querendo ser heroína?' Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas em baixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta:

'Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem!'


Retirado do livro: O Vendedor de sonhos - Augusto Cury

Para mastigar com os dentes do cérebro: Só terei vida abundante se eu gerar vida na vida dos outros!




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